PARÓQUIA SANTA CÂNDIDA 

Paróquia





História

120 Anos de Colonização Polonesa em Santa Cândida
No mês de agosto de 1875 chegou a Santa Cândida o primeiro grupo de imigrantes poloneses, oriundos da aldeia de Szolkowice, arredores da cidade de Opole, província da Alta Silésia, formado por 168 poloneses e 40 suíços de fala francesa.
Para sua colonização foram adquiridos cinco milhões de m² de terras de cultura nos arredores de Curitiba, na época uma pequena cidade de 12.000 habitantes. Cada família recebeu 4,5 alqueires de terra. um casinha de madeira e 20 mil réis para as primeiras despesas, sistema esse introduzido pelo então presidente da Província, Dr. Adolpho Lamenha Lins, pernambucano, e que permaneceu no governo por apenas dois anos.
Neste curto espaço de seu governo, Lamenha Lins criou outras colônias ao redor de Curitiba, fato que colocou a nossa Capital na posição de única de receber, ainda no século XIX, um verdadeiro cinturão verde, responsável pelo seu abastecimento de produtos de subsistência.
As Colônia fundadas dentro do pensamento do linismo foram as seguintes: Santa Cândida, Órleans, Santo Inácio, D. Pedro, Tomás Coelho, Riviére e Lamenha.


Origem do Nome


O presidente Lamenha Lins revelava uma certa simpatia pela colônia Santa Cândida, pois a mesma recebem a denominação de sua segunda esposa, Cândida de Oliveira.


A Primeira Capela e a Imagem

Lamenha Lins esforçou-se logo de início, em dotar a colônia de uma capela para o culto religioso dos colonos, no próprio ano de sua fundação. A capela foi solenemente inaugurada no dia 6 de janeiro de 1877, com uma procissão que partiu de Curitiba, com cerca de dois mil fiéis inclusive o próprio presidente da Província com sua esposa, conduzindo uma imagem de Santa Cândida, de 80 cm de altura, talhada em cedro, doada pelo imperador D. Pedro II e adquirida de Lisboa, Portugal.

Dom Pedro II na Colônia de Santa Cândida

Em maio de 1880, o imperador D. Pedro II visitou o Paraná. No terceiro dia, a 23 de maio, antes do meio-dia, dirigiram-se, o imperador e a imperatriz, de carruagem até Santa Cândida. No Bairro Alto, os colonos ergueram-lhes um belo arco em sinal de saudação, de alegria, júbilo e entusiasmo.
Após ouvirem a Santa Missa, os colonos convidaram o casal imperial para o pão e o sal na casa do colono mais destacado, Francisco Wos, o qual também lhes mostrou o celeiro cheio de feixes de centeio, milho, feijão e outros produtos agrícolas. Depois de apreciar a malhação do centeio e inteirar-se de todos os trabalhos dos colonos, o imperador e sua comitiva retornaram a Curitiba.

A Igreja

A primeira capela foi solenemente inaugurada no dia 6 de janeiro de 1877. Em 18 de junho de 1906, D. Duarte Leopoldo e Silva elevou a capela de Santa Cândida à categoria de Capela Curada. Em 1929 começou a ser construída a nova Igreja, em estilo neo-gótico, inaugurada em 1936 quando foi transformada em paróquia pelo bispo Dom Áttico Euzébio da Rocha. Em 1940 a primeira capela foi demolida.



Santa Cândida - 1922


Padre LourençoBiernaski, CM
A colônia de Santa Cândida é uma das mais antigas de imigrantes poloneses no Paraná, juntamente com Abranches. Em meados de 1875, emigraram da Alta Silésia, ocupada e germanizada pela Prússia, mais ou menos 40 famílias, gente pobre e simples, fugindo da opressão de escravidão prussiana, à procura de liberdade, de propriedades de terras e de viver em paz. Por vontade do governo da Província do Paraná e do seu grande Presidente, amigo dos imigrantes, Dr. Adolfo Lamenha Lins, estabeleceram-se nos campos denominados Atuba, a 8 km da capital, do lado da estrada da Graciosa, formando um próspero núcleo, que recebeu o nome da esposa do Presidente, Dª. Cândida.

Visita de Dom Pedro II


“No dia 23 de maio de1880, depois de almoçar às 09:30 h, saíram de carro SS. MM., Ministros da Agricultura, Presidente da Província, Chefe de Polícia, engenheiro chefe do serviço colonial, Dr. Olimpio Antunes, representante da Imprensa da Corte, agente oficial de colonização, J. B. Brandão de Proença e muitos cidadãos e estrangeiros a cavalo e dirigiram-se à colônia Santa Cândida, onde “ouviram Missa” (Diário Dezanove de Dezembro, maio de 1880). Como era um domingo, Santa Cândida recebia a imperial visita de Dom Pedro II, o qual tomou parte na Santa Missa, juntamente com os fiéis. Os colonos receberam a Sua Majestade Imperial com broa de centeio, vinho crioulo e um lauto almoço. Em seguida, visitou algumas propriedades dos colonos com as suas casas e plantações, conversando com os colonos, falando no idioma deles, alemão silesiano. Diante do que viu e constatou, muito impressionado, disse: “Vocês já estão muito bem instalados, meus caros colonos. Muitas pessoas da cidade, se experimentassem o vosso pão e manteiga, haveriam de invejar-vos”. No final, levantou o brinde gritando: “Para os tempos áureos e um porvir promissor da nossa querida Nova Polônia!”
No mesmo ano da chegada dos imigrantes poloneses, o governo da Província inicioua construção de uma capelinha, pequena e simples, doando-lhe por patrimônio um terreno de 76.681 metros quadrados. A construção da mesma chegou a custar 5.820$000 (cinco contos, oitocentos e vinte mil réis). O governo comprou todos os paramentos e utensílios para a capela e assumiu a pensão do capelão de 316$135 anual.
A capela foi solenemente benta e inaugurada no Dia de Reis, 6 de janeiro de 1876. No mesmo dia, de manhã, saiu grandiosa procissão de Curitiba, de dois mil fiéis, com a presença do Sr. Governador Lamenha Lins, todos a pé, levando a imagem de Santa Cândida para a referida capela, onde foi celebrada a Missa, em que assistiu Dr. Lamenha Lins. O Diário “Dezanove de Dezembro” de 10 de janeiro de1876, em que descreve a festa e a alegria dos colonos.

A imagem da
Santa Padroeira


A imagem que se venera na Igreja, foi oferecida por S. M. Dom Pedro II que a encomendou em Portugal.
A atividade e a presença dos Padres
Curitiba não tinha ainda o seu Bispo e dependia do Bispado de São Paulo. Santa Cândida, com sua capela pertencia à paróquia de Nossa Senhora da Luz de Curitiba. Os Livros Paroquiais comprovam pelas assinaturas, a presença dos Padres: Peters, Grabowski, Górecki, Wróbel, Gurowski etc.


Curato


No dia 16 de julho de 1906, Dom Duarte Leopoldo e Silva elevou a capela de Santa Cândida à categoria de Curato, nomeando o capelão de Abranches Padre Leon Niebieszczanski, padre do clero diocesano, Cura de Santa Cândida, com residência no lugar e provisionado com Livros e Registros de Batizados e Casamentos, Livro do Tombo etc. Torna-se realmente um Curato independente da Igreja de Curitiba.
No mesmo ano, no dia 23 de setembro, o Padre Niebieszczanski começa a construção da casa canônica, em alvenaria, com um belo jardim na entrada, casa que ficou conhecida e admirada por muito tempo e deu excelente hospedagem aos padres que ali residiam, bem como aos visitantes.
No ano de 1911, o mesmo Padre Leon Niebieszczanski procedeu no aumento do presbitério com duas pequenas sacristias.
A Igreja tem um terreno de 76.681 m 2 , ou seja, 7 hectares. Nele se encontra a Igreja, o Cemitério; em frente, a casa paroquial e o salão para reuniões e escola.
Desde o início, a colônia tinha uma pequena escola, onde davam-se algumas aulas bem elementares de leitura e escrita. As pessoas que davam estas aulas eram: JadwigaKolodziej, JózefNadolny, LeopoldJelen, Doska. Mais tarde vieram da Polônia professores profissionais: HenrykGrunwald, HenrykMazanek e PiortGrot.
A partir de 1912, ano da chegada das Irmãs da Sagrada Família de Maria, as aulas são dadas pelas Irmãs. Conforme o costume naquele tempo entre os imigrantes, os professores eram mantidos pelos pais das crianças. Cada família que tinha crianças na escola doava, cada mês, uma pequena quantia de um ou dois mil réis. A honra dos imigrantes poloneses é terem casa própria, igreja, escola para instruírem os filhos e a casa do padre. Isso contradiz, o que se dizia: “polaco burro!” – Coitados eram os “caboclos”, marginalizados, sem escola, sem a devida formação humana e religiosa. O governo não se interessava muito e se abria uma escola, o ensino era péssimo, as professoras mal preparadas e mal pagas. O próprio Imperador D. Pedro II, na sua visita ao Paraná constatou que a educação das crianças era muito superficial, e deixa muito a desejar em toda a Província do Paraná.
O Padre Leon era um padre zeloso e dedicado, “bom e agradável como mel, mas Deus o livre, quando ficava irritado, parecia um leão”! Nos sermões do domingo, não perdoava os pecadores públicos que viviam impenitentes e do alto do púlpito citava os nomes dos tais. Isso causava-lhe muitos dissabores e até ataques. Assim, aconteceu, em Abranches, quando foi enganado, numa noite, em que sob pretexto de levar o padre para um doente, levaram-no a um mato, deram uma surra daquelas, deixaram-no todo ensanguentado e como
consequência a surdez num dos ouvidos. Depois disso, qualquer barulho, o incomodava mesmo durante a celebração.
Era muito hospitaleiro. Gostava de receber visitas do Padre Ludovico Bronny, CM, cura de Abranches, do Padre Jan Mientus de Órleans e de personagens ilustres da sociedade curitibana, agentes consulares etc. No porão da casa sempre tinha algumas garrafas de vinho ou cerveja para as recepções. Um dia, quase nas vésperas de Natal, na sua ausência, a casa foi invadida e tudo desapareceu. Com lágrimas nos olhos, pensava como será a Vigília de Natal? Felizmente, apareceram os funcionários do consulado e sabendo do acontecido, reuniram-se e reabasteceram a casa com novas garrafas de cerveja etc para o Natal do Padre.
A coisa foi ainda pior em Santa Cândida. Continuando com os ataques nominais nos sermões, a casa paroquial foi atacada por um grupo muito grande. Infelizmente a maioria deles era inocente, nem sabia porquê, pensavam que se tratava de uma visita ou brincadeira.
Sob pretexto de um levar o padre de noite para uma doente, Da. Agnieszka (Inês), a cozinheira que conhecia a tal pessoa, e como não tinha aberto a porta, falava de dentro e disse, isto é mentira, pois estive com ela esta manhã. “Oh, sim, mas ficou ruim de repente...” Ouvia-se, uns cochichos, sinal de que havia mais gente. E a coisa poderia ter terminado nisso. Mas, o Padre Niebieszczanski, ouvindo a conversa, levantou-se e sem abrir a porta, perguntou do que se tratava. “Doente, doente!” O padre disse que sem uma ou duas pessoas da Comissão Paroquial não iria. Irritados gritavam: “Vai atender a doente, ou não?” E começaram a atirar. Duas balas atingiram o padre, nas costas e no braço. A cozinheira arrastou o padre para outro quarto onde as balas não atingiam. Pegou o revolver do padre, subiu no sótão, abriu a telha e começou a atirar e gritar, pedindo socorro. No Colégio das Irmãs, as velas se acenderam, os vizinhos gritaram: “Estamos chegando”. Os assaltantes começaram a se retirar. A cozinheira, corajosa, queria passar para o colégio das Irmãs, para procurar curativo para o padre, ficou ferida com uma ou duas balas, sem gravidade. Socorreram, como puderam o padre, principalmente a Irmã Gabriela, que atendia os doentes, chamaram o médico ainda naquela noite, mas que chegou apenas de madrugada, fez os primeiros curativos e nos outros dias, foi dando assistência mais completa, até curar definitivamente o padre. A cozinheira também foi assistida pelo médico e as feridas eram bem mais leves.
O Padre Leon pensando que iria morrer, pediu o padre e disse que perdoava aos criminosos. O Padre Dejewski, veio de madrugada, atendeu o padre e lhe deu a Unção dos Enfermos.
No dia seguinte, ao raiar do dia, foi encontrado um revolver no chão e um chapéu, o que facilitou para a polícia, por meio do cachorro policial, descobrir um dos participantes. Pois o cachorro levou o chapéu à casa do dono. Infelizmente, o processo terminou em nada, devido ao influente líder polonês, muito anticlerical KazimierzWarchalowski, proprietário e redator do Jornal “Polak w Brazylii”. No Nº 73 deste jornal, consta a narração do assalto, mas de uma maneira muito confusa e incompreensível.
Em fins de 1914, ou no início de 1915, idoso e debilitado na sua saúde, retirou-se do Curato e foi morar com os padres do Verbo Divino, na Igreja de Santo Estanislau, residindo com o Padre EstanislauTrzebiatowski, ajudando na pastoral. Assistido pelo Dr. MiroslauSzeligowski, faleceu em março de 1918. Foi enterrado no Cemitério Municipal de Curitiba.
“A exigência dos colonos de um padre polonês, e o fato de não desejarem aceitar um brasileiro, significava que a paróquia para eles não tinha apenas uma função exclusivamente religiosa e sim, sobretudo, a de um centro de comunidade. A apregoada extrema religiosidade do camponês polonês residia neste fato. Ele precisava deste centro comunitário. A tendência mística do camponês era muito fraca. A paróquia era uma instituição que trazia harmonia para a comunidade. Poderia tornar-se facilmente o local para todas as atividades comuns. Seu caráter, mais ou menos sagrado, lhe conferia maior respeito e um significado oficial” (Ruy Wachowicz, citando William Thomas &Znaniecki F. The polishpeasant in Europeand América”).
A presença do padre polonês era essencial na manutenção das tradições e dos costumes, isto é, da fé polonesa. Sua presença como líder natural desse grupo primário era essencial na preservação da língua polonesa e da polonidade entre os colonos. Dom TeodorKubina, de Czestochowa, ao visitar os imigrantes do Brasil disse: “Não há dúvida de que como até o presente, também no futuro só a santa fé pode salvar os imigrantes da despolonização”.

Os Padres Vicentinos


Com a saída do Padre Niebieszczanski, o Curato de Santa Cândida ficou sem padre estável e residente. Nesse tempo, os fiéis eram atendidos esporadicamente pelos padres da Missão de Abranches, pois o Curato ficou novamente anexado à Igreja Catedral de Curitiba. Os nossos missionários, seja de Abranches seja de Curitiba, davam com disponibilidade o atendimento pastoral. Foram os Padres: Francisco Komander, Félix Dejewski, João Zygmunt, EstanislauPiasecki, Ludovico Bronny, João Rzymelka etc.
De 12 de fevereiro de 1912 a 1932, nada foi registrado no Livro do Tombo. Eis a grande lacuna histórica, perdida para sempre! O Padre João Wislinski conta que encontrou o Livro Tombo por acaso, fazendo limpeza nos armários da sacristia, encontrou-o debaixo dos paramentos, cheio de mofo.
Ano de 1922 - prossegue a história de Santa Cândida. O Padre Paulo Warkocz assume o Curato. Valente, bem humorado, experiente na pastoral, pois participou da I Guerra Mundial, como enfermeiro, por ter sido ainda seminarista, arregaçou as mangas, uniu o povo junto de si, mostrou o ideal de trabalhar pelo reino de Deus e pelo bem de todos, renovou a paróquia religiosa e materialmente, instituindo as Associações: Congregados Marianos, Apostolado da Oração, Cruzada Eucarística, Filhas de Maria, Mães Cristãs (1935 ?), Terço Vivo, na Quaresma – as famosas Lamentações – GorzkieZale. Não deixou de percorrer toda a paróquia e visitar todas as famílias na Kolenda, fazendo a bênção das casas. Era realmente um tempo de o padre conhecer as famílias, conversar, fazer o levantamento paroquial, ter contato com as pessoas doentes e idosas, sentir-se pastor no meio do seu povo.
Com a compreensão dos fiéis e seus esforços, conseguiu levantar o novo Colégio das Irmãs, de alvenaria, substituindo a escola de madeira, em 1923, visto o aumento sucessivo de alunos devido ao crescimento populacional, pois os imigrantes queriam ter famílias numerosas e bem sucedidas.
O Padre Paulo tinha um gosto especial pelas flores, principalmente pelas roseiras, cultivadas com todo esmero e carinho, arrumou um belíssimo jardim ao redor da casa paroquial, conseguiu cercar todo o terreno da igreja e pôr em ordem a escrituração do terreno.
Já no final de sua permanência em Santa Cândida, o Padre Paulo teve coragem de dar início à obra gigantesca da construção da nova matriz, em 1929. O templo majestoso, de 36 metros de comprimento e 13 de largura, com três naves. Antes de deixar a paróquia, tendo sido transferido para Irati-PR, com tristeza viu a obra da construção levantada até a cobertura e teve que parar como consequência da revolução de 1930. Durante o ano de 1930, Santa Cândida não tinha padre estável residente. Davam assistência os padres, João Kominek, antes de voltar para Polônia, Simão Sojka e algum outro de passagem. Padre João Wislinski – No dia 30 de novembro de 1931 toma posse em Santa Cândida, o recém chegado dos Estados Unidos, missionário de renome internacional, com vasta experiência pastoral na Polônia, onde viveu a guerra dos bolcheviques e conviveu com o Marechal Budienny, em NowyMilatyn, no ano de 1920, época da invasão da Polônia pelas tropas russas.
Padre João, baixo, gordo, com charuto na boca, falando sem cessar e sem dar a vez para outro, quis mostrar o seu talento e convocou os fiéis para recomeçar os trabalhos da construção da matriz. Fizeram a cobertura, a torre com toda a frente da igreja e as janelas da torre. E ali pararam de novo por falta de recursos financeiros, tanto mais que ficou uma dívida de 20 contos a pagar. Foi se postergando até 1935. A velha igreja estava muito pequena para tanta gente aos domingos e dias santos. Confiantes na Providência e fazendo um esforço heróico, no dia 17 de julho de 1935, recomeçaram os trabalhos da igreja que duraram um ano inteiro. No dia 11 de outubro de 1936, Dom Áttico Eusébio da Rocha fez a bênção solene e a inauguração da Igreja Matriz, sob os aplausos entusiásticos dos fiéis e dos visitantes. O Senhor Arcebispo congratulou-se com os imigrantes que lhe oferecem este belíssimo templo, orgulho da Arquidiocese, pela sua imponência, visto de longe. Como gratidão, Dom Áttico Eusébio da Rocha, no dia 15 de dezembro de 1936, elevou à categoria de Paróquia e deu posse oficial ao primeiro pároco, Padre João Wislinski. Aos poucos as dívidas foram sendo liquidadas e prosseguiu-se, segundo as prioridades, na confecção dos confessionários, do púlpito estético, bancos, tudo de imbuia seca e pia batismal. Tudo novo, pois, da igreja antiga nada foi possível aproveitar, tudo estava deteriorado. Também foram adquiridos os novos quadros da Via Sacra, os altares laterais de mármore e a mesa de comunhão, também de mármore branco. O Padre Wislinski dirigiu a paróquia durante 21 anos e dois meses. Ao despedir-se do bom povo silesiano, seus patrícios, deixou Cr$96.000,00 para pagar as despesas do altar-mor e da mesa de comunhão, encomendados na Marmoraria Veneta em Curitiba e que foram colocados na matriz já no tempo do seu sucessor o Padre EstanislauPorzycki, em 1953.

As Capelas de Santa Cândida


Além da Matriz, os padres atendiam os fiéis de três comunidades vizinhas: Antônio Prado, igreja de alvenaria construída em 1934; a Igreja de São Gabriel, a Igreja do Senhor Bom Jesus e Atuba, Igreja de Nossa Senhora Imaculada Conceição. Eram atendidas mensalmente.

Padres coadjutores:


O Padre Wislinski teve depois de 1947, alguns coirmãos que o ajudavam: Padre Francisco Maszner, (1947-1949); Padre José Walkowiak (1949, de março a novembro); Padre Antônio Myszka, de dezembro de1949 a maio de 1951.

Sociedades


Os homens querendo imitar os de Abranches, uniram-se e fundaram a Sociedade “Lamenha Lins”, em homenagem ao grande benfeitor e amigo dos poloneses. 
Os moços, por sua vez, não quiseram ficar para trás e fundaram a Sociedade da Juventude Católica. Cada uma delas tinha a sua sala própria com os livros e registros.

Os párocos


Padre Estanislau Porzycki, de fevereiro de 1953 a março de 1956. O Padre Porzycki estava se tratando de câncer, inclusive foi até os Estados Unidos, a conselho do seu irmão e familiares. O seu coadjutor era o Padre João Zygmunt. Os dois gostavam de ficar sentados na área até altas horas da noite, contando histórias e fatos de suas vidas e também da vida dos outros padres conhecidos. Recebia também ajuda de outros padres do Seminário de Curitiba ou de Araucária, principalmente na época de Natal, para a bênção das casas. Após a cirurgia do estômago, no Hospital São Lucas, ele veio a falecer, no dia 3 de março de 1956. Os seus restos mortais estão no Cemitério Paroquial de Santa Cândida.

Padre João Pawlik, de 1956 a 1959
Padre Antônio Myszka, 1959-1960
Padre Ladislau Serzysko, 1960-1962
Padre BronislauKozlowski, 1963-1965
Padre Sigismundo Piotrowski, 1965-1969
Padre Ricardo Gogol, 1969-1971
Padre Bronislau Kozlowski, 1972-1974
Padre Miecislau Lekent, 1975
Padre Félix Stefanowicz, 1976-1986 (em seguida continuou como vigário paroquial)
Padre Eugênio Dirceu Keller, 1986-1991
Padre Eugênio Wisniewski, 1991-1994
Padre Piercarlo Beltrando, 1994-1998
Padre Luiz Carlos Oliveira, 1998-1999
Padre Antônio Mika, 1999-2000
Padre Gilson Cezar Camargo, 2000-2004
Padre Carlos Luiz Bacheladenski, 2002 (Administrador Paroquial)
Padre Marcos Gumieiro, 2005 (Administrador Paroquial) 
Padre Simão Valenga, 2005.

Vigários Paroquiais



Padre Ricardo Gogol, 1977-78;
Padre Augusto Selenka, 1979;
Padre Sergio Stacheski, 1982;
Padre Lourenço Mika, 1982-1984;
Padre Carlos Luiz Bacheladenski, 2003
Padre Marcos Gumieiro, 2005 e 2012;
Padre Eliseu Wisniewski 2008;

Padres Colaboradores


Padre Lourenço Mika 2009-2010;
Padre Luis Czarnecki, 2009-2011;
Padre Marian Litewka 2013-2014;
Padre Elias Wolff 2014.

Diáconos Permanentes


Diáconos Leonardo Weber (2009). O primeiro Diácono provisionado da Paróquia.
Diáconos Leonide Dias da Silva (2011). O primeiro Diácono da Paroquia Santa Cândida.
Diáconos Dimas Albertino Santos (2014, junho).

Novas Paróquias


Da paróquia de Santa Cândida desmembraram-se no todo ou partes outras paróquias: Paróquia São João Batista da Vila Tingui, 1965; Paróquia N. Sra. das Graças e Sta. Gema Galgani da Barreirinha, 1965; Paróquia Imaculada Conceição, do Atuba, 1971; Paróquia de Santa Teresinha de Lisieux, do Guaraituba, 1976; Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, Boa Vista, 1996; Paróquia Senhor Bom Jesus, São Gabriel, 2013.

A Casa Paroquial atual


Foi construída pelo Padre João Pawlik em 1957. Recebeu diversas reformas e melhoramentos por parte de Padre PiercarloBeltrando, Padre Gilson Camargo e Padre Simão Valenga.

O Salão Paroquial


Foi edificado no tempo do Padre Félix Stefanowicz em 1977-1982, bem como as lojas do centro comercial. Em 2012, foi edificada e equipada a cozinha industrial.

Novas Comunidades


Guaracy,Georgina, Roça Grande, Ouro Verde, Tereza Glaser, Osasco, Arapongas, Jardim Aliança, Jardim Cruzeiro, Jardim Carvalho.

Movimentos e Pastorais


Apostolado da Oração (1953); Cruzada Eucarística infantil (1953); Liga Eleitoral Católica (1954); Associação das Senhoras da Caridade (1965); Novena Perpétua de N. Sra. das Graças (1965); Novena das Almas, 1975; O Movimento Familiar Santa Cândida (1984); Movimento de Jovens Semear (1988); Catecumenato (2002). Conselho Particular da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), (2007); Associação da Medalha Milagrosa do Roça Grande (2007); Curso Básico de Teologia (2009); Projeto de Inclusão digital (2009).

Veículos de Comunicação


  • Arauto (1974);
  • Gazetowska (1982);
  • Informativo da Igreja Matriz (2008) e Informativos das comunidades: Jardim Aliança (2010); Osasco (2010).
  • Site da Paróquia Santa Cândida (www.paroquiasantacandida.com.br - 2006);
  • Capela do Guaracy (http://www.nossasenhoradapenha.com.br - 2008);
  • Capela São Vicente do Jardim Aliança (http://capelasaovicentedepaulo.blogspot.com - 2009).
  • Capela Tereza Glaser: www.santa-teresinha.blogspot.com
  • Capela São Pedro: http://www.igrejasaopedrojo.blogspot.com.br
  • Capela N. Sra Aparecida: http: //www.mae12ouroverde.com.br

Fato digno de menção


No dia 26 de maio de 1985 foram transladadas da Igreja Sr. Bom Jesus do Cabral as relíquias de Santa Cândida. Relíquias essas que acompanhavam o Padre Cândido, segundo
passionista vindo ao Brasil. Depois do seu falecimento, permaneceram na Igreja do Cabral. Uma caravana de 60 carros, enfeitados, transportou as relíquias que foram depositadas aos pés do altar lateral de N. Senhora.

Vocações sacerdotais e religiosas



Padre Leonardo Starzynski *10-03- 1910, ord. 31-12- 1932, +12-07- 1967
Padre Francisco Starzynski, ord. 13-12- 1936
Padre Fabiano Kachel, * 1923; ord. 1948
Padre Domingos Kachel, * 1932, ord. 1959
Padre EuzebioSpisla, * 20-02- 1946, ord. 29-06- 1973
Padre Fabiano Spisla, * 20-01- 1953, ord. 25-11- 1977

Bibliografia:


Livro Tombo I da Paróquia Santa Cândida.
Arquidiocese de Curitiba na sua História.
KalendarzLudu, 1953.
CongregatioMissionis, Catalogusprovinciarum, domorumacpersonarum.
Aa. Vv. 75 Anos de Presença dos Padres Vicentinos.
SWIERCZEK, Wendelim. A Seara do Semeador.
SOJKA, Wojciech. Padres Poloneses – manuscrito em polonês.
BIERNASKI, Lourenço. Quem foram, o que fizeram esses missionários. Gráfica
Vicentina Ed., 2003, Curitiba.
EmigracjaPolska w Brazylii – 100 latosadnictwa.
WACHOWICZ, Ruy. O Camponês Polonês no Brasil (Cap. VII, “A ParóquiaPolonesa”).
Rua: Padre João Wislinski, 755 Santa Cândida CEP: 82630-010 Curitiba - PR




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De segunda a sexta-feira das 8h às 18h
Sábado das 8h às 12h

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Santa Cândida, Curitiba-PR